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24 de Novembro de 2020

Advogado escreve receita de pamonha na petição para provar que juiz não lê os autos

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bit.ly/32gxyyP | Um advogado que pediu para não ter seu nome identificado divulgou uma petição que ele teria redigito para uma de suas causas, a intenção dele seria provar que juiz não lê jurisprudências.

“Nossas petições nunca são lidas com a atenção necessária. A maior prova disso será demonstrada agora, pois se somos tratados como pamonhas, nada mais justo do que trazer aos autos a receita desta tão famosa iguaria. Rale as espigas ou corte-as rente ao sabugo e passe no liquidificador”, diz um trecho da petição do advogado que não quis se identificar.

Leia a íntegra do que foi escrito na petição:

“Senhores julgadores, espero que entendam o que faço nestas pequenas linhas, e que não seja punido por tal ato de rebeldia, mas há tempos os advogados vem sendo desrespeitados pelos magistrados, que sequer se dão ao trabalho de analisar os pleitos que apresentamos. Nossas petições nunca são lidas com a atenção necessária.


A maior prova disso, será demonstrada agora, pois se somos tradados como pamonhas, nada mais justo do que trazer aos autos a receita desta tão famosa iguaria.


Rale as espigas ou corte-as rente ao sabugo e passe no liquidificador, juntamente com a água, acrescente o coco, o açúcar e mexa bem, coloque a massa na palha de milho e amarre bem, em uma panela grande ferva bem a água, e vá colocando as pamonhas uma a uma após a fervura completa da água, Importante a água deve estar realmente fervendo para receber as pamonhas, caso contrário elas vão se desfazer. Cozinhe por mais ou menos 40 minutos, retirando as pamonhas com o auxílio de uma escumadeira.”

Imagem:

Advogado escreve receita de pamonha na petição para provar que Juiz não lê os autos

Fonte: Jusbrasil

8 Comentários

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Mas o "ato de rebeldia" do advogado foi inserido em uma citação de entendimento jurisprudencial e através de ementa que ocupa a quase totalidade de uma página.

É relativamente comum que os patronos acabem "inchando" suas manifestações processuais com várias e longas ementas a respeito de um assunto que, em tese, o magistrado já conhece. Isso nem sempre é necessário para a formação da convicção judicial, o que acaba redundando na desnecessidade de leitura.

A intenção é até boa, mas o advogado certamente seria repreendido se tivesse inserido o trecho em um tópico mais relevante da peça, como aquele destinado à narração dos fatos, pois esse sim é importante para o julgamento da causa. continuar lendo

O correto seria o Juiz Sentenciar:

"Faltou um pouco de Sal, por isso a pamonha é parcialmente procedente" continuar lendo

Entendo que, apesar de eu concordar com o procurador em questão, ele cometeu infração disciplinar, tendo em vista que transcreveu sua rebeldia em forma de receita de pamonha, dentro de uma citação de jurisprudência.

Art. 34, inciso XIV EAOAB

Expresso neste inciso: “deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa”; continuar lendo

Que “análise” essa sua!!! continuar lendo

nao me parece ter sido essa a finalidade da deturpação... continuar lendo

Infelizmente essa é a verdade continuar lendo